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Empregabilidade: Como ter trabalho e remuneração sempre

José Augusto Minarelli lançou, em 1995, um livro que iria permanecer no mercado ainda por um bom tempo. Estando já em sua 19ª edição (2002), “Empregabilidade: Como ter trabalho e remuneração sempre” continua sendo um livro atual que tem auxiliado a nortear não só a juventude a entrar no mercado de trabalho, mas os profissionais já inseridos nele a manter-se empregados. Baseado em seis pilares (adequação vocacional, competência profissional, idoneidade, saúde física e mental, reserva financeira e fontes alternativas, e relacionamentos), Minarelli trata a empregabilidade como um termo ainda pouco debatido nas discussões a respeito da função e permanência dos profissionais no mercado. Diante de um mundo globalizado, e cada vez mais terceirizado, a prestação de serviços tem tomado o lugar das vagas registradas em carteira de trabalho pelas empresas. É crescente o número de contratos temporários e a procura por prestadores de serviços, muito mais do que por profissionais que preenc...

O Livro Perigoso

Um Livro Estranho

Teoria da Comunicação e Teorias da Comunicação

Dois excelentes livros para estudantes de Comunicação e concurseiros nesta área foram publicados pela editora Vozes em 2009 e outro, pela primeira vez, em 2001. Trata-se dos livros Teoria da Comunicação: Ideias, conceitos e métodos , de Luís Mauro Sá Martino (2009), e Teorias da Comunicação: Conceitos, escolas e tendências , organizado por Hohlfeldt, Martino e França (2001), cuja edição que tenho já é a nona, publicada em 2010. A obra de Sá Martino (2009) é de fundamental importância para quem inicia os estudos sobre teorias da Comunicação. Com linguagem descomplicada, através de uma organização muito boa para elaboração do livro, o autor – que é jornalista, professor universitário e doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP – consegue levar o leitor a compreender melhor como ocorreram as primeiras pesquisas nesta área, e como a organização social e a crítica ao sistema econômico influenciaram os pensamentos de alguns teóricos. O livro também aborda estudos do período atual, quand...

Moscou 1941

Moscou 1941: Uma cidade e seu povo na Guerra conta uma parte da História que geralmente não se ouve facilmente, muito menos nas escolas. O livro relata a trajetória de Moscou em plena 2ª Guerra Mundial e o sufoco vivido pelos russos durante a invasão alemã naquela cidade. Inicia-se com o Ano-Novo de 1941 e expõe como os moscovitas se integraram às tropas nacionais para defenderem a nação. Duas coisas interessantes relatadas são o fato de até os adolescentes de 12 anos desejarem proteger a Rússia e as mulheres se disporem em massa para batalhar. Rodric Braithwaite mostra ser um grande pesquisador e redigiu toda a obra em forma de romance. Durante todo livro o leitor acaba percebendo algumas características peculiares ao povo russo, como o amor à pátria independente de qualquer situação, a força da mulher russa, a determinação do adolescente moscovita e a união entre o povo por um bem maior: a liberdade de sua nação. O autor relata como os alemães conseguiram invadir a Rússia, c...

Abusado: O dono do morro Dona Marta

Abusado: O dono do morro Dona Marta faz tempo que li, mas como não havia resenhado antes, resolvi fazê-lo. Vencedor do prêmio Jabuti 2004 na categoria reportagem e melhor livro do ano não-ficção, a obra é interessantíssima. Primeiramente, muito bem elaborada, detalhista, bem redigida em forma de romance. Tem como personagem principal o chefe do tráfico daquele morro, anos antes de ser pacificado. Há vários pontos a serem analisados e debatidos no que concerne à estrutura social brasileira, em especial a das grandiosas cidades. Lembrando que o livro é escrito pela ótica dos favelados, e não pela visão do restante da sociedade ou da Polícia Militar. Temos de um lado profissionais que deveriam prestar assistência à sociedade protegendo-a invertendo seu próprio papel social: aderindo ao tráfico, corrompendo-se. Por outro lado, temos pessoas extremamente marginalizadas que já nascem em ambientes com condições terríveis de habitação, educação, infraestrutura, saúde, enfim, vítimas do ...

Procuro o que escrever

Tenho que escrever, nem que seja uma besteira. Posso me livrar do facebook, do twitter, do e-mail... Posso até fingir que não tenho trabalho e por uns instantes acreditar que sou livre, eternamente livre dele. Mas não consigo me desvincular do blog. Já tentei fazer greve de blog, já refiz o blog três vezes, tinha um antigo que me desfiz e fiz este. Mas, de fato, não sei o porquê de ser tão difícil dizer não a ele. Estou aprisionada. Sim, estou! Estou presa, encarcerada. Ele me aprisionou. Contudo, na verdade, sou e estou livre. O que acontece nestes dias – ou naqueles – é que me prendi por pura vontade. Coloquei algemas em meus punhos e escrevo, para sempre escrevo. Não, acho que não... Talvez esteja mentindo. Talvez minha mente tenha me aprisionado a ele. Mas talvez não. Fui eu mesma que me prendi! Ah! Mas preciso ser ainda mais sincera. Não estou presa ao blog, mas às letras. Quando era criança já descobria em mim esse defeito. Não me livrava de um caderno que transbordav...