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Mostrando postagens com o rótulo Crônicas

Breve, muito breve, relato de como descobri o que de fato é comunismo e por que não abraço a causa

Lembro-me quando questionei na Universidade por que é que nós nunca estudamos a cultura russa. A professora, doutora em Comunicação, respondeu apenas: “É uma questão política”. Bem, nunca estudei política no colégio. A única coisa que estudávamos era a parte histórica sobre a Revolução Russa, como todo bom estudante da década de 1990 e início dos anos 2000 sabe é só o superficial, como data, o que foi, como foi e o porquê. Nem, sequer, nunca tinha ouvido falar no assassinato da família Romanov. Então, comecei a ler sobre a cultura russa e pesquisar melhor sobre a Revolução Russa de 1917. Por um lado, descobri, com assombro, o que tinha sido a Revolução Bolchevique. Por outro lado, passei a admirar a cultura russa do século XIX e, principalmente, o autor russo Dostoiévski. Sim, claro, percebo o viés de “coitadismo” que meu autor russo preferido tem quando fala da parte pobre da Rússia. Antes que me confundam com um tipo de socialista, gostaria de deixar claro que meu pensamento é ...

Procuro o que escrever

Tenho que escrever, nem que seja uma besteira. Posso me livrar do facebook, do twitter, do e-mail... Posso até fingir que não tenho trabalho e por uns instantes acreditar que sou livre, eternamente livre dele. Mas não consigo me desvincular do blog. Já tentei fazer greve de blog, já refiz o blog três vezes, tinha um antigo que me desfiz e fiz este. Mas, de fato, não sei o porquê de ser tão difícil dizer não a ele. Estou aprisionada. Sim, estou! Estou presa, encarcerada. Ele me aprisionou. Contudo, na verdade, sou e estou livre. O que acontece nestes dias – ou naqueles – é que me prendi por pura vontade. Coloquei algemas em meus punhos e escrevo, para sempre escrevo. Não, acho que não... Talvez esteja mentindo. Talvez minha mente tenha me aprisionado a ele. Mas talvez não. Fui eu mesma que me prendi! Ah! Mas preciso ser ainda mais sincera. Não estou presa ao blog, mas às letras. Quando era criança já descobria em mim esse defeito. Não me livrava de um caderno que transbordav...

Eu amo livrarias!

É inexplicável a gostosa sensação de estar numa livraria. Sempre sou feliz quando entro em alguma. Sim, "sou", e não "fico". Passo tempos e tempos dentro dela apreciando uma diversidade de livros. Literatura estrangeira, nacional, obras de Comunicação, Jornalismo e História, livros-reportagem. Revistas, muitas delas de todas as espécies me encantam, especialmente as segmentadas. Confesso que dificilmente aproximo-me das primeiras estantes, que geralmente oferecem os "livros da moda". Sim, já li "livros da moda" e sempre me arrependi. É triste a sensação de ser ludibriado pelo marketing das editoras, pelas capas suntuosas e propaganda enganosa. Não consigo entender como estes livros vendem tanto! São ruins, supérfluos, perda de tempo, mas há quem goste (no entanto, gosto se discute sim). Hoje estive na livraria que sempre frequento. Tenho, inclusive, cartãozinho fidelidade. Ela é tão gostosa! Sentirei falta das visitas que vez por outra faço, ...

Uma questão de ônibus

Era uma tarde de outubro de 2009. Estava indo de casa para o escritório da ALIANÇA. Depois de passar pelo menos 10 minutos até chegar na Av. Epitácio Pessoa, fiquei, como sempre, exausta daquele sol escaldante das 13h30. Sempre pego ônibus lá, porque se tiver que esperar o Torre/Tambauzinho, linha 402, eu morro, sou assaltada, esquartejada, ninguém vê e o ônibus não passa... O Torre passa logo na esquina de casa, mas vai confiar na parada de ônibus que tu morre em pé.  No ano passado, minha irmã fez uma excelente compra: um celular que só faltava dançar sozinho. Digo sozinho porque se o colocássemos de pé em cima da mesa, ele se tremia todo e não caía (como gente que usa ecstazy nas boates). Pretinho, lindinho e carinho... Até que em uma bela manhã, estava lá, a vítima na parada do 402. Esperando o transporte inocentemente para ir ao trabalho. “Passa o celular que está na bolsa”. A frase que nenhum estud...

Meu ouvido não é penico!

A pior tecnologia já inventada nos últimos anos foi o “bendito” rádio no celular. Garanto que se as empresas soubessem o quanto gente ignorante teria condições de adquirir um celular de alta potência com direito a músicas horrendas teriam pensado duas vezes antes de implantar essa porcaria nos celulares.          Eu entendo celular como uma ferramenta de comunicação e não de entretenimento. No entanto, a tecnologia deste aparelho mudou muito e alguns benefícios se tornaram em malefícios. Fotos no celular é um exemplo de algo que pode ser bom ou ruim.          Um dia desses estava eu passando em uma das ruas próximas a minha casa e estava um grupo de policial militar fazendo nada, falando piadas e tirando fotos das moças que passam naquela rua. Inclusive fui fotografada também (se eu fosse homem, teria dado um murro nos dentes deles).       ...