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Mostrando postagens com o rótulo Romance

Os elefantes não esquecem

Hercule Poirot, instigado por uma famosa escritora de romance policial, Ariadne Oliver, desvenda o mistério por trás de uma tragédia que aconteceu em família e chocou a cidade. Cerca de 13 anos se passaram e, oficialmente, a polícia deu o caso por e encerrado concluindo duplo suicídio. Um casal apaixonado teria realmente feito pacto de morte? A senhora Oliver vai em busca de “elefantes”, já que eles “nunca esquecem”. Pessoas nunca esquecem, guardam em suas memórias vestígios de histórias, mesmo que sejam apenas especulações. Juntando as informações coletadas pela senhora Oliver, muito amiga do investigador belga Poirot, com as suas próprias investigações, chega-se a uma conclusão nada convencional. O interessante de se ler Agatha Christie é que não há nada irrelevante nos detalhes no decorrer da obra. Tudo é milimetricamente calculado pela autora e todos os detalhes acabam se encaixando no final da história. Com a maestria de uma experiente autora de romance policial, o lei...

O menino do pijama listrado

Traduzido para mais de 30 línguas, tornado filme pela Miramax, em 2008, vencedor de dois prêmios Irish Book Awards, finalista do British Book Award, O menino do pijama listrado rapidamente tornou-se um clássico do século XXI. Escrito em dois dias e meio no ano de 2007 por John Boyne , o livro foi incrivelmente redigido de maneira singular, sendo seu conteúdo profundíssimo. É o tipo da obra que não dá para resenhar sem tirar o prazer da descoberta a cada página lida, é por isso que discorrerei muito pouco sobre seu conteúdo. Não assisti o filme, mas não sei se o diretor e os produtores do longa conseguiram expressar todo sentimento e tanta reflexão gerados pelo texto escrito. A leitura é muito fácil, o li em apenas um dia, mas que valeu cada segundo e cada centavo investido no excelente trabalho publicado de maneira magnífica pela Cia. Das Letras. O que posso dizer da leitura sem proferir spoiler é que o discurso por dias ou mesmo semanas ressurge na mente do leitor, send...

A loja de pianos da Rive Gauche

Eleito em 2001 como um dos melhores livros daquele ano pelo The Washington Post Book World, A loja de piano da Rive Gauche é um dos livros mais sensíveis que já tive o prazer de ler. Escrito com profunda delicadeza nitidamente de uma alma apaixonada e motivada pela música clássica, a obra prende a atenção de quem vive no mundo musical, mais especialmente quem entende, ama ou toca piano. O autor não escreveu uma ficção, mas expôs um pouco da sua vida como morador de Paris, sendo o livro uma excelente referência daquela cidade do final da década de 1980 e início da década de 1990. As ruas tranqüilas, de construções antigas e com certas localidades aglomeradas de residências com pianos foram relatadas por Carhart .  Ao longo do romance, o escritor mescla conhecimentos técnicos sobre o piano com uma história real de seus amigos que, por respeito à discrição natural do povo parisiense, foram poupados seus nomes e a verdadeira localização dos fatos ocorridos. De fato,...

O voo da águia

Famoso livro do mestre da espionagem Ken Follett , “O voo da águia” é um relato verídico da história mais fascinante de resgate de prisioneiros no Irã. Estamos em pleno fervor de uma guerra civil, no ano de 1979, quando o xá iraniano está para ser deposto de seu poder por rebeldes civis liderados pelo aiatolá Khomeini. O mega empresário norte-americano Ross Perot descobre que dois de seus funcionários, que trabalhavam pela EDS, estavam presos sob nenhuma acusação no Irã. A EDS era uma empresa de processamento de dados norte-americana que havia sido contratada pelo Irã a fim de construir uma previdência social para esta nação. Para que Paul Chiapparone e Bill Gaylord pudessem ser soltos, havia uma fiança absurda de 12 milhões de dólares que deveria ser paga, mas que não garantiria aos prisioneiros seu retorno aos Estados Unidos. O clima das ruas era de guerra. Todos os rebeldes estavam armados, milhares de norte-americanos já haviam sido evacuados, mas Perot só descansaria ...

Cidade de ladrões

Cidade de ladrões é uma história fantástica e muito bem escrita. Pude quase sentir a neve, a escuridão e as dificuldades por que passaram cada personagem. Leitura que prende até o final, tem como pano de fundo a Rússia assolada em plena 2ª Guerra Mundial. Durante a narrativa, o autor colocou algumas pinceladas de realidade. Isso ocorre quando ele fala sobre a fome na Rússia comunista e em guerra, e como as pessoas sobreviviam e o que comiam para não morrer de fome. Por vezes, o leitor ri da forma cômica e realista como os personagens interagem entre si.  A história gira em torno de uma missão outorgada por um general a soldados rasos. Uma missão... Digamos, particular. Durante todo o livro, os personagens estão engajados num trabalho que, se não concretizado, valerá suas cabeças em bandejas. No meio da correria, do desespero e do medo de não conseguir o sucesso da empreitada, os principais personagens conhecem diversas pessoas, e uma delas, um atirador, bastante diferente, que en...

O homem de São Petersburgo

História muito fascinante! Duvido alguém acertar o final da trama. Especulei várias vezes e fiquei pensando: “Será que o autor vai fazer isso com tal personagem?”. O romance tem toques de aflição, de drama, muita ação, amor, suspense. Uma história que vai demorar a sair da minha cabeça. Ken Follett escreve formidavelmente bem. Sua narrativa, que passa poucos meses antes da Primeira Guerra Mundial, prende o leitor. Estamos em Londres do final do século XIX e início do século XX. Um acordo entre a Rússia e a Inglaterra está ameaçado pela tentativa de assassinato de um príncipe russo em solo inglês. O assassino, quem diria, no passado havia sido o grande amor da esposa do representante inglês neste acordo, o “homem de São Petersburgo”, um anarquista russo. No meio da trama, um romance, um dilema, uma sociedade hipócrita e a realidade devastadora – ou uma paixão avassaladora? Excelente livro para ler sem pressa, atentamente e sem dia para terminar.....

"O Pianista" - no caos da Guerra

  "O Pianista" , de Wladislaw Szpilman , foi um dos livros que mais me impressionou. É um formidável relato de um pianista judeu em meio ao caos da 2ª Guerra Mundial. Confesso que nunca assisti ao filme "O Pianista", que foi baseado neste livro, porém, mesmo não assistindo, acredito ser impossível colocar em 2h uma história sobremodo assustadora. Nunca li história sobre o sofrimento judaico escrito de maneira tão verídica, complexa, ao mesmo tempo humana, dramática e triste. O livro superou minhas expectativas, é bem detalhado e a leitura faz com que você quase visualize todas as cenas. Um deslumbrante diário de um músico em meio ao caos da Guerra. Por ser estudante de piano, ou até mesmo qualquer pessoa ligada à música clássica - que possui seu instrumento musical como um dos melhores amigos (isso quando não o é) -, entenderia o drama vivido pelo protagonista do livro. Seu desespero por ve...