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Cartas entre Freud e Pfister



Cartas entre Freud e Pfister: Um diálogo entre a psicanálise e a fé cristã surpreendeu-me por expor o Pai da Psicanálise como um senhor muito bondoso e simpático. Fiquei encantada com a forma tranquila e paciente que Freud lidava com adversários intelectuais. Nunca imaginei que o pastor Oskar Pfister tivesse integrado o rol de amigos íntimos da família Freud. Um ateu e um cristão unidos por laços fraternais e pela psicanálise, muito embora com pontos divergentes de pensamento.

O livro é uma compilação de quase todas as correspondências entre os dois psicanalistas entre os anos de 1909 e 1939. Os contatos foram iniciados através de uma correspondência em que Pfister, em torno de treze anos mais novo que Freud, expunha seu interesse sobre a psicanálise e enviou a Freud seu trabalho Representações delirantes e suicídio de alunos, momento em que começava a se aprofundar nos estudos sobre psicanálise.

Durante trinta ininterruptos anos os dois amigos trocaram muitas cartas, pensamentos e firmaram cada vez mais elos de fraternidade, não apenas entre eles, mas as duas famílias se tornaram bastante próximas. Na exposição das cartas neste livro, foram poupadas muitas histórias e muitos nomes de pessoas envolvidas e, por vezes, o leitor fica naquela expectativa de saber os pormenores das situações descritas, mas que jamais serão completamente divulgadas. As cartas só se encerram com o falecimento de Freud, quando Pfister envia uma correspondência à viúva daquele doutor.

Título: Cartas entre Freud & Pfister (1909-1939): Um diálogo entre a psicanálise e a fé cristã
Autor: Orgs. Ernest L. Freud, Heinrich Meng.
Gênero: Psicanálise/Religião
Editora: Ultimato
Páginas: 200p.

Comentários

  1. Gostei da resenha, deu vontade de ler. hehe Quando eu tiver mais folgada da facul vou procurar ele para ler. beijos, http://distanciacerta.blogspot.com.br

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  2. Também li! A amizade deles é inspiradora! Respeito pela opinião do outro, mesmo discordando. ♡

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