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Postagens

Livros lidos entre outubro de 2011 e dezembro de 2012

O Poderoso Chefão – Mario Puzo. Edições BestBolso. (658 páginas). A tragédia da Guanabara – Jean Crespin. Editora Cultura Cristã. (192 páginas). Ciência, intolerância e fé – Phillip Johnson. Editora Ultimato. (216 páginas). O que é religião – Rubem Alves. Edições Loyola. O peregrino – John Bunyan. Editora Central Gospel. (368 páginas). Gente pobre – Fiódor Dostoiévski. Editora 34 (192 páginas). A menina que roubava livros – Markus Zusak. Editora Intrínseca (480 páginas). A senhoria – Fiódor Dostoiévski. Editora 34 (144 páginas). Noites brancas – Fiódor Dostoiévski. Editora 34 (96 páginas). Palavras envenenadas – Maite Carranza. Editora Novo Conceito (256 páginas). Ássia – Ivan Turguêniev. Editora Cosac Naify (120 páginas). A missão da mulher – Paul Tournier. Editora Ultimato (208 páginas). História da imprensa no Brasil – Ana Luiza Martins e Tânia Regina de Luca. Editora Contexto (304 páginas). Teoria da C...

Lobby: O que é. Como se faz.

Para conclusão da pós-graduação em Assessoria de Comunicação, escolhi a prática do lobby associada à assessoria como assunto para o artigo final do curso. Logo depois de escolhido o tema, rapidamente encontro o livro “Lobby: O que é. Como se faz: Ética e transparência na representação junto a governos” , de Saïd Farhat, na internet. A obra é fundamental para quem pretende se aprofundar no assunto e tirar todas as dúvidas quanto a sua legalidade e funcionalidade. Publicado pela ABERJE e Editora Peirópolis, em 2007, o livro tem sido minha base para o artigo que estou desenvolvendo. Com linguagem muito simples e direta, o autor, que é jornalista e ex-ministro da Comunicação Social, esteve à frente da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República na época do presidente João Figueiredo, discorre com autoridade no assunto sobre como é realizado o lobby no Brasil junto aos Poderes Públicos. Farhat, o lobista mais famoso e respeitado no âmbito político, ensina como faz...

Deus em questão

Há livros que contribuem para acúmulo cultural de quem os lê, como também há aqueles que adicionam mais conhecimento histórico e tantos outros que nos forçam despretensiosamente (ou não) a filosofarmos sobre algum assunto. Há autores felizes em seus objetivos, como também há os frustrados. Se fôssemos analisar o livro "Deus em questão" e seu autor, o Dr. Armand M. Nicholi Júnior , o mínimo que poderíamos dizer é que a obra é excepcional e o escritor, um dedicado e incansável pesquisador.     Depois de 25 anos, o autor da obra, psiquiatra e professor da Escola de Medicina de Havard, expõe brilhantemente como o Pai da Psicanálise, Sigmund Freud, e um dos mais proeminentes pensadores cristãos do século XX, C. S. Lewis, compreendiam o mundo. Tendo cosmovisões idênticas, os dois pensadores iniciam a vida, a carreira acadêmica e a fase adulta. Os dois partilhavam a dor da existência, um pessimismo quase absoluto envolvia suas vidas, até que algo começa a transformar C. S. ...

O voo da águia

Famoso livro do mestre da espionagem Ken Follett , “O voo da águia” é um relato verídico da história mais fascinante de resgate de prisioneiros no Irã. Estamos em pleno fervor de uma guerra civil, no ano de 1979, quando o xá iraniano está para ser deposto de seu poder por rebeldes civis liderados pelo aiatolá Khomeini. O mega empresário norte-americano Ross Perot descobre que dois de seus funcionários, que trabalhavam pela EDS, estavam presos sob nenhuma acusação no Irã. A EDS era uma empresa de processamento de dados norte-americana que havia sido contratada pelo Irã a fim de construir uma previdência social para esta nação. Para que Paul Chiapparone e Bill Gaylord pudessem ser soltos, havia uma fiança absurda de 12 milhões de dólares que deveria ser paga, mas que não garantiria aos prisioneiros seu retorno aos Estados Unidos. O clima das ruas era de guerra. Todos os rebeldes estavam armados, milhares de norte-americanos já haviam sido evacuados, mas Perot só descansaria ...

História da Imprensa no Brasil

Organizado por Tania Regina de Luca e Ana Luiza Martins , História da Imprensa no Brasil supre a necessidade de jornalistas, estudantes e historiadores que almejam compreender o papel da imprensa ao longo da história nacional. Sempre atrelada aos principais acontecimentos ocorridos no Brasil, a imprensa atuou tanto como observadora crítica quanto fomentadora da nossa própria história.               Através de pesquisa apurada, os escritores conseguiram, juntamente com as editoras da publicação, traçar o papel do jornalismo no contexto brasileiro desde o seu primeiro impresso, o jornal Correio Braziliense, fundado por Hipólito José da Costa, publicação de oposição ao regime monárquico.              A cronologia do livro faz o leitor compreender como a imprensa foi fundamental durante todo o processo de transformação política, tanto na mudança para o Impér...

A missão da mulher

É incrível a facilidade com que Paul Tournier consegue chegar ao coração do leitor através de suas obras. A forma singela como esse psiquiatra suíço escreve traduz um homem que, embora com vasto conhecimento acadêmico, utiliza-se de uma gentil humildade para que o leitor menos inteirado sobre o assunto em pauta tenha condições de ser alcançado e edificado emocional e espiritualmente pelo conteúdo de seus livros. Entretanto, essa simplicidade da técnica escrita em nada equivale ao conteúdo complexo e extremamente inteligente de suas obras, tal como demonstrado em “A missão da mulher” . Publicado pela Editora Ultimato, em 2008, o livro continua atualíssimo, embora tenha sido escrito e divulgado pela primeira vez há mais de vinte anos. Apropriando-se de pensamentos da psicologia, de grandes filósofos, sociólogos, de famosos psicanalistas e de pesquisas realizadas em obras escritas pelas feministas do Movimento de Libertação Feminina – que muito repercutiu em países europeus e pri...

Mitos e neuroses

Ao iniciar a leitura de Mitos e Neuroses , logo compreendemos o sentido do título da obra. O psiquiatra suíço Paul Tournier nos traz uma reflexão sobre como o homem moderno tem sofrido por reprimir sua crença natural a respeito de Deus.  No entendimento do autor, a repressão pelo que é espiritual e emocional tem adoecido a sociedade que, mesmo recusando a existência do espiritual, em seu interior não consegue negá-lo. “Ao reprimir os valores sem ter se libertado deles – porque na verdade deles nunca poderá libertar-se – o homem reprimiu o verdadeiro princípio da sua harmonia interior: o espírito” (p.41). Paul Tournier explica logo nas primeiras páginas do livro como o homem substituiu aos poucos o termo “Deus” por qualquer outra palavra ou coisa que supostamente possa substituí-lo, como é o caso da Ciência que nega o Deus da criação, mas o substitui pelo “acaso” que criou todas as coisas. O psiquiatra expõe as contradições que existem entre os cientistas a respeito da origem de ...