Pular para o conteúdo principal

Postagens

Cidade de ladrões

Cidade de ladrões é uma história fantástica e muito bem escrita. Pude quase sentir a neve, a escuridão e as dificuldades por que passaram cada personagem. Leitura que prende até o final, tem como pano de fundo a Rússia assolada em plena 2ª Guerra Mundial. Durante a narrativa, o autor colocou algumas pinceladas de realidade. Isso ocorre quando ele fala sobre a fome na Rússia comunista e em guerra, e como as pessoas sobreviviam e o que comiam para não morrer de fome. Por vezes, o leitor ri da forma cômica e realista como os personagens interagem entre si.  A história gira em torno de uma missão outorgada por um general a soldados rasos. Uma missão... Digamos, particular. Durante todo o livro, os personagens estão engajados num trabalho que, se não concretizado, valerá suas cabeças em bandejas. No meio da correria, do desespero e do medo de não conseguir o sucesso da empreitada, os principais personagens conhecem diversas pessoas, e uma delas, um atirador, bastante diferente, que en...

Dois livros frustrantes

Há dois livros que li em 2010 e foram frustrantes. Um de conteúdo teórico jornalístico, voltado para área prática, e outro de conteúdo cristão. De todos que li em 2010, estes foram os únicos que não gostei, mas que possuem sua validade, mesmo que para mim sejam fraquíssimos. A primeira frustração de 2010 foi “Jornalismo de Revista”, da autora Marília Scalzo. É um livro bastante didático e agradável para os iniciantes sobre o assunto. Traz um resumo muito pequeno sobre a história da revista no Brasil e ensina algumas práticas nas redações. Há no mercado brasileiro outros livros com conteúdos mais apurados sobre história da revista no Brasil e no mundo. Este livro é interessante para estudantes de jornalismo que ainda não entraram no mercado ou que não têm nenhuma noção de como se faça uma revista. No meu caso, foi frustrante ler sobre o que já não tinha mais importância para mim. A segunda frustração de 2010 foi “Sexo: espiritualidade, instinto e cultura” , de Ageu Heringer Lisboa...

A explosão da Rússia

O autor do livro é o historiador Felshtinsky e seu coautor, o ex-agente da KGB, Litvinenko, que foi morto através de envenenamento com polônio 210, em 1º de outubro em 2006, na Grã-Bretanha, onde recebeu asilo político em 2001.  O livro conta toda a trama da liderança russa na destruição de prédios residenciais em Ryazan, uma cidade provinciana da Rússia, em 2000, para acusar os chechenos a fim de poder ter a “autorização” internacional para invadir a Chechênia. É um verdadeiro relato de como hoje em dia os russos ainda matam envenenadas tantas pessoas, basta que elas não agradem às autoridades. Revela também como os empresários russos são perseguidos e assassinados naquele país e seus bens roubados pelo Governo. Explica como foi a deserção de Litvinenko e como o FSB atual é apenas uma continuação do KGB da época do Comunismo soviético. É de leitura acessível, mas se o leitor não estiver acostumado com termos e nomenclaturas russas, poderá se icomodar um pouco, sendo cansativa ...

Operação condor - o sequestro dos uruguaios

O jornalista faz uma compilação de uma série de reportagens sobre este caso e acrescenta várias informações que na época não puderam sair na revista Veja. O livro traz informações riquíssimas da época e no final dois anexos: um sobre a ditadura no Uruguai e outro sobre a Operação Condor, o terror da ditadura no cone sul da América. Essa grande reportagem foi escrita em forma de romance. A leitura é muito boa, escrito de forma bastante atraente, com capítulos bem divididos. Recomendável aos interessados pela história da ditadura no Brasil no cone Sul e também para os interessados sobre a ligação entre a ditadura nacional e uruguaia. Título: Operação condor: o sequestro dos uruguaios Autor: Luiz Cláudio Cunha Gênero: Reportagem Editora: L&PM Formato: 16 x 23 cm Páginas: 472 Preço na editora: R$ 49,00

Memórias da Casa dos Mortos

Memórias da Casa dos Mortos é um “divisor de águas” na carreira literária do russo moscovita Fiódor Mikhailovitch DOSTOIÉVSKI. O romance, publicado em 1862, narra a história verídica dos tempos de prisioneiro vividos pelo autor do livro. Na pele do personagem Alieksandr Pietróvitch, o autor narra a própria história através de relatos feitos por ele durante o período que passou na Sibéria, condenado a cinco anos de trabalhos forçados por lutar pelo ideal socialista. Com a Bíblia sempre disponível, era um leitor árduo da Palavra durante todo o período de clausura. O escritor russo narra com detalhes o cotidiano fatídico dos prisioneiros, desde a falta de higiene até as “fugas” subornadas que alguns faziam para se divertir com mulheres fora do presídio. Ele conta como é terrível ser um aristocrata mergulhado num ambiente em que se misturavam camponeses assassinos, psicopatas, homens de bem – que por um momento de cólera “trocaram” a liberdade pela prisão -, assaltantes, gente q...

Jornada no Império - vida de Dr. Kalley no Brasil

Jornada no Império trata da história do médico e missionário escocês Robert Reid Kalley. Juntamente com sua esposa Sarah Kalley, ele implantou no Brasil a primeira igreja protestante, no século XIX. O livro, escrito por William Forsyth, inicia relatando desde o chamado de Deus a Kalley e seus trabalhos na Ilha da Madeira, na Europa, até sua morte. A vida de Kalley é um exemplo a ser seguido pelos cristãos do século XXI. Ele, rico médico, juntamente com sua esposa, de família nobre, não desobedeceu à voz do Senhor. Kalley usou seus conhecimentos médicos em toda sua jornada como missionário. Ele sempre evangelizava e conseguiu deixar um legado enorme no Brasil. Foi um obreiro sábio, pois não apenas pensou na evangelização, como também treinou outros líderes, fundou três igrejas, sendo a primeira a Igreja Fluminense, depois a Igreja Pernambucana e Primeira Igreja de Niterói. O casal foi responsável pela implantação do Congregacionalismo em solo brasileiro. Além disso, Kalley ajudou a f...

Como começou a Guerra Fria - o caso Igor Gouzenko

Doutora em política russa, a escritora fez um trabalho singular por ter o privilégio de conseguir informações diretamente do banco de dados oficial do Governo do Canadá. Ela conseguiu muitos dados sobre o caso Igor Gouzenko, o desertor da Era soviética, logo após a 2ª Guerra Mundial. O livro explica como teve início a Guerra Fria, como a União Soviética, que tinha se transformado em “grande amiga” do Canadá, passou a ser considerada uma inimiga mortal. Explica como Stálin conseguia espiões no Canadá, nos EUA e na Grã-Bretanha e escondia a realidade pobre e chocante da sociedade soviética. Ele mostra também como Stálin conseguiu informações preciosas sobre a bomba atômica e tinha acesso a informações de “segredo de estado” dos governos canadense, americano e britânico. Livro bastante esclarecedor, muito bem elaborado, história muito marcante para a história da humanidade, Segunda Guerra e Guerra Fria. Recomendo a todos os interessados em história ...