Era uma tarde de outubro de 2009. Estava indo de casa para o escritório da ALIANÇA. Depois de passar pelo menos 10 minutos até chegar na Av. Epitácio Pessoa, fiquei, como sempre, exausta daquele sol escaldante das 13h30. Sempre pego ônibus lá, porque se tiver que esperar o Torre/Tambauzinho, linha 402, eu morro, sou assaltada, esquartejada, ninguém vê e o ônibus não passa... O Torre passa logo na esquina de casa, mas vai confiar na parada de ônibus que tu morre em pé. No ano passado, minha irmã fez uma excelente compra: um celular que só faltava dançar sozinho. Digo sozinho porque se o colocássemos de pé em cima da mesa, ele se tremia todo e não caía (como gente que usa ecstazy nas boates). Pretinho, lindinho e carinho... Até que em uma bela manhã, estava lá, a vítima na parada do 402. Esperando o transporte inocentemente para ir ao trabalho. “Passa o celular que está na bolsa”. A frase que nenhum estud...